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16/11/2007 às 08:28
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PF teria filmado a ação, mas não libera as imagens

Eder Luis Santana e Tatiana Mendonça


De acordo com estudantes retirados da Reitoria, os policiais deram 10 segundos para que começassem a sair de forma pacífica. Um agente teria feito “terrorismo psicológico” ao descrever os efeitos da bomba de gás lacrimogêneo: "Vai parecer que vocês estarão morrendo".

Questionado sobre a violência sofrida pelos alunos na desocupação da Reitoria, o reitor da Ufba, Naomar Almeida, disse que a ação foi filmada e a Polícia Federal irá acatar e responder, caso as imagens mostrem que houve agressão. As fitas, no entanto, estão com os representantes da PF, sendo vetado que a impressa tenha acesso.

“Quando você não consegue algo pela via da administração, tem de ser pela força. O patrimônio público estava sob ameaça e o funcionamento da instituição estava prejudicado. Nós sempre buscamos negociar e acolher as reivindicações dos alunos“, disse o reitor.

Sobre o pedido de reintegração de posse, Naomar lembra que tem sustentado várias tentativas de negociar com os acampados, sem sucesso. “O DCE nunca encaminhou oficialmente nenhuma pauta de reivindicação da ocupação. Depois fizemos uma segunda reunião e fomos rejeitados. Na terceira reunião os estudantes também não compareceram. Esse esforço unilateral de diálogo só podia levar ao mandado de reintegração“, completou.

Naomar preferiu não aparecer na Reitoria durante a confusão formada na reintegração de posse. Por volta das 9 horas, quando não havia mais estudante no local, o oficial de justiça solicitou que a procuradora da Ufba, Anna Guiomar, assinasse o termo que confirmava o cumprimento da reintegração de posse.

Anna Guiomar explicou que o documento de reintegração emitido pela juíza Marla Consuelo Santos Marinho, da 6ª Vara da Justiça Federal, estipulava que a retirada deveria ser pacífica, mas solicitava o uso da força policial, caso houvesse resistência.
“Não houve agressões por parte da polícia. Era preciso ser enérgico com aqueles que não aceitaram a saída pacífica“, completou. Além de Anna, o reitor enviou o pró-reitor de assistência estudantil, Álamo Pimentel, e o vice-reitor da Ufba, Francisco Mesquita, para representar a instituição neste processo.

Sobre a exigência dos estudantes de que a Ufba cancele sua adesão ao Reuni, a procuradora assegurou que se trata de algo impossível. Além de ter sido aprovado pelo Conselho Universitário, os procedimentos legais para sua implantação junto ao Ministério da Educação (MEC) estão finalizados.

Com os estudantes derrotados na briga contra o Reuni, o reitor Naomar Oliveira diz que as mudanças previstas estão a um passo de ser iniciadas. "O equívoco dos estudantes é julgar que a adesão ao Reuni é o fim do processo. É apenas o começo. Precisamos dos estudantes conosco para pôr em prática todo o plano diretor de investimentos e as mudanças na graduação, diz Naomar".
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