A primeira-dama Fátima Mendonça pôs fim à monotonia vivida na política baiana nas últimas semanas. A revista Metrópole começou a ser distribuída na terça-feira e a temperatura do debate político subiu imediatamente. Em cinco páginas de uma entrevista ping-pong, ela usa metralhadora giratória e dispara todos os lados.
Conhecida por seu jeito espontâneo de expressão, Fátima Mendonça trata de assuntos polêmicos ao longo da entrevista. Enquanto o assunto fervia na Assembléia Legislativa, o governador Jaques Wagner participava ontem, em
Santiago (Chile), de encontro promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Num dos trechos da entrevista, Fátima Mendonça se refere ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e compara: “Eu digo a Jaques que não pode ficar igual ao presidente, demorando de fazer as mudanças necessárias”.
As relações do governo estadual com a Assembléia Legislativa também são alvo de ácidas críticas produzidas pela primeira-dama. “Não tem oposição nisso. É uma revoada, todo mundo querendo vir pro o lado de cá. É uma falta de vergonha danada”.
Quando o entrevistador expressa opinião sobre a falta de norte do governo Jaques Wagner e acrescenta que ninguém sabe das prioridades da administração, a primeira-dama surpreendentemente referenda: “Não, não sabe (qual é a prioridade). Agora, isso ele (Wagner) sente bastante. Vocês deviam conversar mais com ele, marcar pra gente conversar. João Santana (consultor de Comunicação do presidente Lula) tem conversado com ele, porque ele próprio está sentindo isso, e isso angustia o cara, rapaz!“
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