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O corpo do senador Antonio Carlos Magalhães foi sepultado por volta das 17h45 no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador, junto aos filhos, Luís Eduardo Magalhães e Ana Lúcia Magalhães, dos pais e irmãos. No local, mais de mil pessoas, segundo estimativa da polícia Militar, aguardavam a chegada do cortejo fúnebre acompanhado por carros da família e de amigos próximos, além de populares. Na entrada do cemitério, o corpo foi saudado com três tiros por cadetes da Polícia Militar.
Acompanharam o caixão até o túmulo, localizado na quadra 16, apenas familiares, personalidades e amigos. Populares que acompanharam o cortejo ficaram do lado de fora do Campo Santo, mas alguns conseguiram entrar após a chegada do caixão ao mausoléu. Antes do sepultamento, foi entoado por alguns dos presentes o Hino do Senhor do Bonfim.
Os coveiros encontraram dificuldade para acomodar o caixão no túmulo, causando ligeira preocupação à família. Como se cumprissem um ritual, os filhos, netos e a viúva Arlete Magalhães beijaram as flores que foram jogadas sobre o caixão. Logo em seguida ao sepultamento, a família deixou o local e admiradores do político reuniram-se junto ao caixão para prestar a última homenagem.
Velório - No Palácio da Aclamação, o caixão foi coberto com as bandeiras da Bahia e do Brasil e seguiu em cortejo lento em carro aberto do Corpo de Bombeiros. O caixão deixou o Palácio da Aclamação, no Campo Grande, às 16h10 deste sábado em direção ao cemitério, aplaudido na saída. Por volta das 16h30, centenas de pessoas já esperavam o cortejo no cemitério, dentre as quais, o ex-governador Paulo Souto e outros políticos. Familiares do senador, como a neta Carolina Magalhães, chegaram por volta das 16h40 ao local para aguardar o sepultamento. Enquanto aguardava o sepultamento do avô, a atriz rezou junto ao túmulo do pai, Luís Eduardo.
De acordo com estimativas da Polícia Militas, o total de pessoas que passaram pelo Palácio da Aclamação deve chegar a 15 mil. O corpo foi velado no local após sua chegada às 22h45 desta sexta-feira. Lá, foi recebido ao som do hino do Senhor do Bonfim, entoado por populares. Familiares, políticos e admiradores revezam-se nas homenagens ao líder baiano.
Antes da saída do cortejo fúnebre, o arcebispo primaz do Brasil, Cardeal Dom Geraldo Agnelo Majella, celebra missa de corpo presente no Palácio da Aclamação. A cerimônia teve início por volta das 15 horas.
Na manhã deste sábado, o movimento se intensificou a partir das 9 horas e a fila de pessoas que foram prestar as últimas homenagens ao senador ultrapassou a Rua Banco dos Ingleses. Cerca de 200 ônibus do interior, com moradores de outros municípios, chegarão à capital. Ainda de acordo com estimativas da polícia, até o final da tarde cerca de 20 pessoas por minuto devem dar o último adeus a ACM. Desde a noite de ontem, 50 militares se revezam para fazer o isolamento da área.
Dentre os políticos passaram pelo Palácio da Aclamação para prestar solidariedade à família e homenagear o líder baiano, estão o governador da Bahia, Jaques Wagner, e o prefeito da capital baiana, João Henrique. O vice-presidente José Alencar veio a Salvador representando o presidente Lula. Também estiveram no local César Borges, acompanhado da família, José Sarney, Renan Calheiros e Antônio Imbassahy. Entre os familiares, ACM Júnior reconheceu que Neto é o herdeiro político natural do senador .
Foto: Tássia Novaes/Agência A Tarde

Jaques Wagner presta solidariedade à família
Antônio Carlos Magalhães Júnior foi a única pessoa da família do senador ACM a falar com a imprensa na manhã deste sábado, durante o velório. Em entrevista, Júnior disse que assume o cargo do senado, no lugar do pai, em um momento bastante delicado, no qual não gostaria de estar. “O herdeiro político de ACM é Neto”, afirmou, em seguida.
Cerimônia fechada - Na noite de sexta, o corpo do senador foi inicialmente velado em uma cerimônia aberta apenas para a família, sendo liberada ao público - que já reclamava a entrada no velório - por volta das 23h20. O senador Antonio Carlos Magalhães, que imprimiu seu nome na política baiana e brasileira por quase cinco décadas, morreu às 11h40 desta sexta-feira (20), aos 79 anos de idade. Ele estava internado no Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, desde o dia 13 de junho com problemas renais e cardíacos.
O corpo deixou o hospital às 17h10 e seguiu em direção à Base Aérea de Guarulhos, de onde voôu rumo a Salvador às 18h18. O avião pousou na Base Aérea da capital baiana às 20h50. O traslado foi feito num avião da Força Aérea Brasileira (FAB), disponibilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O primeiro a descer do avião foi o deputado ACM Neto. Ele foi seguido por dona Arlete Magalhães, viúva do senador. Os dois estavam bastante emocionados, e foram recebidos por Ana Paula e Carol Magalhães, filhas de Luís Eduardo Magalhães, morto em 1998.
Personalidades políticas e amigos do senador também estiveram na Base Aérea. O governador da Bahia Jaques Wagner (PT), o chefe da Casa Civil Fernando Schmidt, os ex-governadores Paulo Souto (DEM) e Otto Alencar (DEM) e o ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy (PSDB), antigo aliado de ACM, estavam entre elas.
No avião acompanharam o corpo, além de familiares, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Edson Lobão (DEM-MA) e José Sarney (PMDB-MA). "O estilo do senador ACM e sua presença forte foram responsáveis por muitas mudanças sociais no País. Mais que uma figura política, estou perdendo um amigo", disse Renan. Com lágrimas nos olhos, José Sarney afirmou que "o Brasil perde muito, mas quem perde mais é a Bahia, pela grandeza de Antonio Carlos".
Após a confirmação oficial da morte do senador, o governador Jaques Wagner decretou, em nota oficial , luto oficial no estado durante os próximos cincos dias. Além do governador, vários políticos fizeram declarações sobre a morte do senador. O vice-presidente da República, José Alencar, representará o presidente Lula no sepultamento. Também estiveram presentes ao velório o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, o ex-senador Rodolpho Tourinho e os senadores César Borges, Marco Maciel, Tasso Jereissati, Jarbas Vasconcelos.
Internação - O quadro clínico do senador piorou quinta-feira (19) à noite. Ele apresentou febre e retrocesso do problema gastrointestinal ocorrido na última sexta-feira (13). Os médicos reforçaram o uso de antibiótico e passaram a investigar o motivo da infecção. ACM passou a noite inconsciente na UTI do Incor respirando com ajuda de aparelhos.
Os dois filhos do senador, Antonio Carlos Magalhães Júnior e Tereza Mata Pires, deixaram o Incor às 12h29, juntamente com cinco netos, entre eles, o deputado federal ACM Neto. Dona Arlete Magalhães, esposa do senador, deixou o hospital em um carro com a ex-nora Michele Magalhãs, viúva do filho Luís Eduardo Magalhães, e uma das netas. .
A Polícia Militar montou um esquema especial de segurança com 350 homens destacados para a ocasião. Além disso, a SET também preparou esquema de desvio do trânsito nos locais por onde passou o cortejo.
Fotos: Tássia Novaes | Agência A TARDE
Prefeito João Henrique presta homenagem ao senador |

Carolina Magalhães e ACM Neto: tristeza no velório |

Baiana faz oração sobre caixão do senador |
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