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04/03/2008 às 21:07
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Colômbia rechaça plano de resolução do Equador à OEA

Agência Estado

O governo da Colômbia rechaçou um projeto de resolução do Equador, proposto na reunião de emergência da Organização de Estados Americanos (OEA), que condenava a violação do seu território e instava o governo colombiano a "voltar ao caminho do direito internacional." A reunião de hoje foi convocada para discutir a crise entre os dois países e entrou em recesso após algumas horas de debate. A sessão será retomada quando um grupo de trabalho, chefiado pelo embaixador do Panamá, Aristides Royo, apresentar um novo projeto de resolução que seja aceitável para a Colômbia.

Mais cedo, a Colômbia pediu "desculpas públicas" ao Equador por sua incursão no território do país vizinho para eliminar um célula guerrilheira, mas o Equador respondeu que o gesto não é suficiente. A chanceler equatoriana María Isabel Salvador afirmou no início da sessão que a OEA precisa condenar a incursão colombiana, designar uma comissão investigadora do incidente e convocar urgentemente uma reunião de chanceleres das Américas.

A formação de uma comissão para investigar a incursão colombiana também é uma das propostas dos governos do Chile e do Brasil para ajudar a resolver a crise. María Isabel Salvador indicou que o governo equatoriano deseja que a reunião extraordinária de chanceleres seja realizada "no máximo, até 11 de março," mas não propôs o lugar do encontro.

O embaixador da Colômbia na OEA, Camilo Ospina, admitiu que helicópteros colombianos com militares invadiram território equatoriano para "verificar um acampamento terrorista," um acontecimento pelo qual o governo colombiano "já pediu desculpas públicas, e hoje pede novamente desculpas públicas ao governo equatoriano". Ospina mencionou os antecedentes criminais de Raúl Reyes, o segundo mais importante guerrilheiro na cúpula das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), morto na ação.

Ospina disse que ao invés de buscar uma solução para a atual crise, a OEA deveria formar uma "comissão de exploração de alternativas políticas", e que "qualquer alternativa que aprofunde as diferenças não pode ser aceita". O embaixador colombiano entregou, durante a sessão, uma pasta na qual havia informação sobre a operação contra as Farc. Segundo ele, as informações na pasta "tornam imperativas explicações, da parte das autoridades equatorianas e venezuelanas, sobre seus vínculos com as Farc".
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