Visto ainda como um corpo estranho para a torcida, cinquenta e seis anos acostumada com as dimensões da Fonte Nova, o estádio de Pituaçu despede-se neste sábado, 21, na temporada, às 16 horas (horário da Bahia), no jogo entre Bahia e Guarani, do seu principal inquilino.
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A festa de final de ano não poderia ter um cenário melhor. Todos os 32.157 ingressos estão esgotados desde o início da semana e o tricolor baiano com apenas uma vitória simples encerra de vez o risco de rebaixamento para a Série C.
A junção destes dois fatores que aparentemente poderiam supor uma combinação perfeita a favor do Bahia logo mais diante do Bugre, vice-líder da Série B, na verdade escondem um amargo retrospecto.
Nas duas outras partidas decisivas do Esquadrão este ano no novo estádio, apenas lamentações. Foi assim no empate de 2 a 2 contra o Coritiba, no dia 8 de abril pela Copa do Brasil, e na derrota para Vitória por 2 a 1, em 26 do mesmo mês, pelas finais do Baianão.
Pior ainda é a constatação de que estes dois episódios são apenas amostras de um estatística mais cruel. Das 33 partidas do Bahia no Metropolitano em 2009 foram registradas 19 vitórias, 9 empates e 5 derrotas.
Em porcentagem, isso representa 66,7% de aproveitamento dos tricolor baiano em sua nova residência.
Na conta dos gols, foram 74 consignados e 35 sofridos, saldo favorável de 39 tentos, engordados principalmente pelas equipes enfrentadas no Campeonato Baiano e pelo confronto diante do Mossoró, que terminou com uma goleada implacável de 6 a 1.
Do Brasileiro, que se esperava a melhor performance veio o pior balanço. Dos 18 jogos, oito vitórias, seis empates e quatro derrotas. Total de 55,5% apenas de aproveitamento.
Melhores momentos - O desempenho aquém do sonhado pela torcida, quando apenas observava por fotos a restauração da praça esportiva, é admitido pelos próprios jogadores do tricolor.
“Se a gente tivesse feito o nosso dever de casa nesse campeonato, estava com mais de 60 pontos e poderíamos estar brigando para subir. Perdemos para Duque de Caxias, empatamos com Fortaleza. Enfim, o time deixou a desejar. A torcida foi nota 10, mas o time demorou para assimilar a competição”, afirma o volante Leandro, reconhecendo o subaproveitamento.
Para o lateral Marcos de bons momentos, ao menos, a vitória sobre o já declarado campeão. “O jogo que mais me marcou em Pituaçu foi contra o Vasco. O estádio lotado, foi muito motivador. E melhor ainda que conseguimos uma bela virada contra um time grande”, afirma.
Das partidas ruins na Série B, consenso entre os dois jogadores: 2 a 1 diante do Duque de Caxias foi a pior apresentação. “Foi nosso pior jogo sem dúvidas. Eles com um a menos e nós conseguimos perder. A gente comenta sobre isso entre nós mesmos até hoje”, recorda Leandro.
BAHIA X GUARANI
Bahia - Marcelo; Marcos, Nen, Menezes e Hélder; Leandro, Bruno Silva, Juninho e Paulo Isidoro; Nadson e Jael. Técnico: Paulo Bonamigo.
Guarani - Douglas, Maranhão, Márcio Alemão, Bruno Aguiar e Eduardo; Nunes, Cléber Goiano, Léo Mineiro e Adriano Gabiru; Caíque e Nei Paraíba. Técnico: Vadão.
Local: Estádio Roberto Santos (Pituaçu), 16 horas.
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva.
Assistentes: Alexandre A. P. Kleiniche e Carlos Henrique Selbach (trio do Rio Grande do Sul).
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