Na década de 70, entre 1973 e 79, o Bahia conquistou o heptacampeonato estadual e até hoje se orgulha de nenhum outro clube ter chegado perto disso. O máximo que o Vitória alcançou foi o tetra, de 2002 a 2005, mas poderia ter igualado o recorde tricolor no ano passado.
O problema foi a inesperada perda do título de 2006, para o Colo-Colo, de Ilhéus. A conquista histórica do Tigre representou a volta do interior ao topo da competição (o último e único campeão havia sido o Fluminense de Feira, em 69).
Nesta quarta-feira, 21, às 20h30, Colo-Colo e Vitória voltam a se pegar, no Mário Pessoa, em Ilhéus, e, apesar de dois anos e meio passados, as lembranças estão vivas na memória de quem viveu aquela decisão histórica.
“Eu estava aqui, mas não joguei. Rapaz, Índio meteu 2 a 0 lá e aqui, e os caras viraram”, lembrou o volante Bida, que, na época, ainda era atacante e tinha acabado de chegar do Ipitanga.
Bem de memória, Bida lembrou direitinho das circunstâncias das partidas, em que o Cacique abriu caminho para os prováveis triunfos do Vitória, impedidos pela insistência do Tigre, que virou os jogos para 4 a 3, em casa, e 4 a 2, em pleno Barradão.
“Foi uma das maiores tristezas que eu vivi aqui. Perdemos um título praticamente ganho, mas isso faz parte do passado. O importante é que isso serviu de alerta para, depois disso, conseguirmos todos os nossos objetivos”, disse o lateral Apodi, único do atual grupo que disputou a finalíssima de 2006.
Para esta temporada, o Tigre resolveu apostar em um flashback do melhor momento da história do clube. O artilheiro daquele campeonato, Ednei, voltou para o time e é respeitado por quem o conhece, caso de Apodi.
“Ele é um bom jogador, como muitos que tem lá. Mas nós temos que tomar cuidado especial com ele pela capacidade que tem de finalizar. Além do mais, é um cara que tem estrela, principalmente contra a gente”, afirmou.
Quem? – Já o treinador Mancini nunca ouviu falar do carrasco rubro-negro. “Ednei? Não conheço. Não sei se é branco, preto ou japonês”, admitiu.
O técnico também assume que sabe pouco sobre o adversário: “Sei que é uma equipe rápida, mas não temos muitas informações. Vimos apenas o jogo de estreia, em que eles perderam para o Ipitanga”, falou.
Em relação à equipe que derrotou o Atlético, no domingo, apenas uma mudança. Sai o meia Glaucio, com dores no tornozelo, e o substituto está entre Willian e André Luis. Bom para o Vitória que a torcida não vai poder fazer tanta pressão. A capacidade do estádio, para esta partida, foi reduzida de 10 mil para 5.300 pessoas.
Caravana – O Grupo de Elite já se organiza para apoiar o time do Vitória, domingo, em Conquista. A caravana em ônibus especial sai sexta, às 21 horas, de Salvador, com retorno após o jogo. Passagem e hospedagem custam R$ 150. Maiores informações por telefone: 9103-0463 e 3276-0809.
COLO-COLO X VITÓRIA
Colo-Colo - Rodrigues; Alex Santos, Osmar, Gil, Rubem; Patrick, Almir Sergipe, Elzon, Jânio; Marcos Chaves, Ednei. Técncio: Antonio Dumas.
Vitória - Viáfara; Apodi, Thiago Gomes, Anderson Martins, Bosco; Vanderson, Bida, Jackson, Cristian; Willian (André Luis), Washington. Técnico: Vágner Mancini.
Local: Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, às 20h30.
Arbitragem: Arilson Bispo da Anunciação.