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15/10/2008 às 16:20
  | ATUALIZADA EM: 15/10/2008 às 20:03 | COMENTÁRIO (0)

87% das queixas dos consumidores poderiam ser resolvidas por call centers

Eder Luis Santana, do A TARDE On Line

Fernando Amorim / Agência A TARDE
Maioria dos atendentes de call center são jovens na faixa dos 24 anos
Maioria dos atendentes de call center são jovens na faixa dos 24 anos

Mercado de trabalho de call centers sofrerá alterações

Confira as sete principais mudanças do serviço de call center

Números do Procon-Ba indicam que 87% das queixas dos consumidores que chegam ao órgão poderiam ser resolvidas pelos call centers das empresas, no entanto, nem sempre o atendimento é satisfatório. Na maioria dos casos, o cliente passa muito tempo no telefone e não tem o seu problema resolvido. Daqui a menos de dois meses, estima-se que o tempo de espera e o percentual de queixas nos órgãos de defesa do consumidor comecem a reduzir com as novas regras do setor de atendimento por telefone. A partir de 1º de dezembro, haverá tempo máximo de 1 minuto para o consumidor ser ouvido por um operador. Nas centrais telefônicas dos bancos, o limite será 45 segundos.

Além de significar melhorias para o consumidor, as normas vão afetar o mercado de trabalho . A previsão é de mais contratações e investimentos em tecnologia que agilize o serviço e evite as multas que oscilam entre R$ 200 e R$ 3 milhões, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor.

O diretor de atendimento e orientação ao consumidor do Procon-Ba, Eduardo Bandeira, lamenta que boa parte das empresas não conseguem atender a demanda dos clientes. Revoltados, os cidadãos buscam o órgão em busca de ressarcimento pelo serviço mal prestado. O Procon possui canais exclusivos (telefones e e-mails) de comunicação com as empresas. E 87% dos casos são resolvidos logo nessa fase inicial, evitando o desgaste com advogados, audiências e pagamento de multas.

“As novas regras serão boas para o consumidor e irão valorizar a imagem das empresas”, assinala Bandeira.  

TRANSTORNO –
Passar três horas sem conseguir atendimento no telefone foi suficiente para a funcionária pública Laurenice Nascimento, 33, desistir de qualquer acordo com sua atual operadora de celular. Após solicitar, via call center, que seu plano de conta fosse alterado, a consumidora soube que receberia em dez dias um novo aparelho.

No entanto, um mês se passou e nem sinal da encomenda chegar em sua casa. Nesta quarta-feira, 15, Laurenice esteve na sede do Procon, na Carlos Gomes. Ela pagava R$ 36,60 mensais na conta de celular. Resolveu aderir a outro plano depois da saber que receberia o aparelho novo e manteria o mesmo número que utiliza desde 2005. “Pensei até em aderir ao pré-pago, mas fui convencida a aderir ao novo plano” explica.

Depois de inúmeras ligações para saber o motivo de não ter recebido o celular, Laurenice foi informada que a transportadora não localizou seu endereço. De imediato, ligou para a firma e não havia registro de envio do aparelho. Seus protocolos de atendimento desapareceram e ninguém sabe explicar ao certo que fim levou o objeto. Irritada, resolveu manter a conta no modelo inicial, mas ai foi surpreendida com uma cobrança de R$ 275 por ter cancelado o primeiro contrato de serviço. “Quero ser ressarcida e não pago nada”, afirma.

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