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24/11/2009 às 23:33
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Empresários baianos superam desconfiança e voltam a investir

João Pedro Pitombo, do A TARDE

A expansão da disponibilidade de crédito, aliada à retomada da economia brasileira, tem resultado em novos investimentos do empresariado baiano. Um levantamento feito pela reportagem de A TARDE entre os quatro principais bancos públicos que atuam no fomento de micro, pequenas e médias empresas no Estado revela um cenário de otimismo. O volume de crédito concedido entre os meses de janeiro e outubro deste ano é 42% maior do que no mesmo período do ano passado.  

Juntos, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste  e a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia)  injetaram  R$ 421,8 milhões no setor produtivo baiano. No ano passado, este volume foi de R$ 296,5 milhões. Este incremento é resultado de uma conjunção de fatores, como a maior disponibilidade de crédito no mercado, a redução da taxa básica de juros (Selic) e  a superação do clima de desconfiança gerado pela crise financeira global.

O comércio e os serviços foram os setores que mais requisitaram crédito junto a estas instituições. “A redução dos juros foi muito importante para alavancar o setor. A atual taxa dá mais possibilidades para o empresário buscar um financiamento. Investindo bem, ele consegue o retorno e vai melhorar a performance da sua empresa”, avalia Edson Mascarenhas, presidente em exercício da Federação do Comércio do Estado da Bahia.

O empresário José Santos Barros foi um dos que buscaram crédito para investimento em plena recessão econômica. Ele solicitou ao Banco do Nordeste um empréstimo de R$ 680 mil para investir na construção Hotel Vila da Praia, em Itapuã: “Buscamos uma linha de crédito com taxa de juros competitiva para financiar parte do empreendimento”.

A indústria também teve  uma ampliação significativa da demanda. Somente na Desenbahia – instituição que não possui tradição em financiamentos da indústria –,  o volume de crédito para este setor saltou de R$ 11,3 milhões em 2008 para R$ 24,4 milhões neste ano.

Impulsionados pela política fiscal do governo federal durante a recessão econômica, os bancos públicos foram os que mais avançaram na concessão de crédito comparado ao ano anterior. Na Bahia, o Banco do Brasil foi a instituição que registrou o maior crescimento relativo. Em um ano,  o volume de crédito concedido para pequenas e microempresas saltou de R$ 45 milhões para R$ 83 milhões.  

Demanda  - A demanda por crédito cresceu de maneira significativa a partir do segundo trimestre do ano, quando o empresariado ganhou mais confiança para retomar os projetos de novos investimentos. “Os projeto foram impulsionados pelo consumo no mercado interno. O empresariado, de um modo geral, demonstrou confiança na economia e manteve as atividades”, avalia o presidente da Desenbahia, Luiz  Carlos Petitinga.

Para o gerente de micro e pequenas empresas do Banco do Nordeste, Nelson Costa,  a desburocratização dos empréstimos e a isenção de tarifas também estão sendo determinantes para o crescimento da demanda por crédito, principalmente entre as empresas de menor porte. Ele acredita que a tendência é de uma busca ainda maior por crédito a partir do próximo ano. “A demanda tende a ter um crescimento muito forte, com um incremento em investimentos de longo prazo”, avalia Costa.
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Alessandro Barros (25/11/2009 - 09:57)

Me corrigam se estiver enganado, mas no CIA não se vê nada disso. Ou será que só levaram em consideração a rede de hotelaria manipulada por meia dúzia de sangue-sugas? A realidade na nossa indústria -pólo petroquímico inclusive - é péssima. Só recebemos o que ninguém mais quer pelo mundo a fora. Pagam sálarios miseráveis e obrigam os trabalhadores e turnos exaustivos. Enquanto isso, o hja incentivo disso, isenção daquilo e emprego de verdade que é bom, NADA!!!

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