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07/10/2009 às 01:55
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Indústria baiana cresce 4,5 vezes mais que média nacional

Sylvia Verônica, do A TARDE

Os números do desempenho da indústria baiana começam a mostrar que o segmento está se recuperando dos impactos da crise financeira mundial iniciada no ano passado. Em agosto último, a produção industrial no Estado cresceu 5,7% em relação ao mês anterior, índice superior à média nacional do período, de 1,2%.

Os setores de refino de petróleo e álcool, com 44,4% de ampliação na produção; o de veículos automotores, com 16%;  e de celulose, papel e produtos de papel, com 13,5%, respondem pelas maiores altas.  Quando a comparação é feita com agosto de 2008, a produção industrial da Bahia está em queda de 6,1%.

“O desempenho da indústria baiana está de fato  alguns degraus abaixo do que apresentou no ano passado. A crise provocou uma paralisação abrupta e os dois últimos semestres foram horríveis. Mas os resultados de agosto mostram que há uma recuperação que, embora lenta, espera-se segura, sem retrocessos. De lá para cá, só o mês de julho foi negativo”, apontou Luiz Mário Vieira, coordenador de acompanhamento conjuntural da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), que analisou os dados.

Vieira ressalta que a perspectiva para o último trimestre do ano é de mais crescimento, apostando no mercado interno, que deve demandar maior produção de bens finais, o que favorece a indústria baiana, destacada em bens intermediários.

O mercado interno é a grande aposta do setor petroquímico, como revela Manoel Carnaúba, presidente do Comitê de Fomento ao Polo Industrial de Camaçari (Cofic).

Com a retração nas exportações, causada pela crise financeira, e o surgimento de novas produções no Oriente Médio e Ásia, o setor ficará mais competitivo.  Para 2010, os industriais esperam que a demanda interna aumente.

“Vamos ter de ficar mais competitivos. Para isso, é preciso haver melhorias na infraestrutura, nos portos. São pontos cruciais, além do câmbio, que é mais um fator a exigir competitividade do polo de Camaçari”, defendeu Manoel Carnaúba.

No caso da indústria petrolífera, a pesquisa mostra demanda por esses produtos nos mercados interno e externo. A exportação de petróleo e derivados cresceu 222% em agosto, em relação a agosto de 2008. Em julho passado, a queda nas exportações foi de cerca de 45% em relação ao mesmo mês de 2008.

Taxas -
Na comparação com agosto de 2008, seis das nove atividades pesquisadas apresentaram taxas negativas. As principais foram produtos químicos (-14,4%); metalurgia básica (-15,1%); borracha e plástico (-16,8%). As variações positivas foram refino de petróleo e produção de álcool (3,1%), minerais não-metálicos (7,9%) e alimentos e bebidas (1,0%).

“Alimentos e bebidas, ligados aos bens de consumo não-duráveis, não sofreram grandes alterações com a crise. No caso dos minerais não-metálicos, o desempenho deve-se ao bom momento da construção civil”, explicou  Luiz Vieira, da SEI. Mesmo com o bom resultado de agosto, o acumulado do ano mostra queda de 9,5%, com  dados negativos em sete de nove segmentos, entre eles refino de petróleo e produção de álcool (-22,2%) e metalurgia básica (-21,0%).
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José Viera (08/10/2009 - 14:59)

Com esse crescimento que deixa qualquer um impressionado,seria importante ficarmos cientes aonde estão os empregos?? Até hoje não estou percebendo mudança alguma...

Geraldo Gomes (07/10/2009 - 23:54)

E a turma do quanto pior melhor continua torcendo. Mas perde em toda comparaçao.

Adson Lopes (07/10/2009 - 09:00)

É, mas não vejo contratar. Muito estranho esse fato.

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