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14/04/2009 às 23:18
  | ATUALIZADA EM: 14/04/2009 às 23:34

Policarpo Quaresma é o grande vencedor do Prêmio Braskem

Eduarda Uzêda, do A TARDE

Lúcio Távora/Agência A TARDE
Elenco de Policarpo comemora os prêmios recebidos no TCA
Elenco de Policarpo comemora os prêmios recebidos no TCA

O diretor Fernando Guerreiro fez o discurso mais político da cerimônia do Prêmio Braskem de Teatro, quando reclamou que grandes atores baianos estão afastados do palco. “Tem que resolver esta situação, não pode continuar assim. O pessoal que construiu a história do teatro baiano não está atuando. Onde estão estes grandes atores?” questionou.

Em noite de celebração, entretanto, os mais aplaudidos foram a atriz e diretora Hebe Alves (a grande homenageada da noite, aplaudida de pé) e o diretor Luiz Marfuz, que faturou na categoria de direção.

E o espetáculo Policarpo Quaresma, 13ª montagem do Núcleo do TCA, dirigido por Marfuz, faturou o prêmio de melhor espetáculo,  o que não foi surpresa.

Rodrigo Frota, o mais emocionado da noite, venceu na categoria revelação pela cenografia de Policarpo Quaresma, Atire a Primeira Pedra, Álbum de Família e Salomé. Já Fábio Espírito Santo  levou o prêmio na categoria especial pela iluminação  dos espetáculos  O Olhar Inventa o Mundo, Batata e Casa Número Nada.

Na categoria texto, venceu Dinah Pereira por Memória Ferida e na de ator coadjuvante, Armindo Bião pela atuação em  O Pique dos Índios ou a Espingarda de Caramuru.

O ator Urias Liama desbancou Frank Menezes, Ely Izidro e Hilton Cobra, levando o prêmio de melhor ator pela peça Um Caso de Língua. Já a atriz Elaine Cardim venceu como atriz coadjuvante pelo espetáculo Policarpo Quaresma. Também Claudia de Moura levou o prêmio de melhor atriz pela atuação nesta montagem. Na categoria infanto-juvenil venceu Os Prequetéis.

O ator Hilton Cobra encarnou  o espírito de Policarpo Quaresma e fez uma performance, reclamando da televisão brasileira, “que massificou a mediocridade, tirando da população o espírito crítico”. Cobrinha, como é mais conhecido, também conclamou os negros e negras “para esquecer os tambores”. A cerimônia teve a bela participação da Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia Dois de Julho (OSDJ), dirigida pelo maestro Eduardo Torres.

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