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Quatro camburões Blazer, um utilitário com escadas e outros apetrechos, duas ambulâncias (Samu e Salvar), viaturas VW Parati e cerca de 60 policiais entre civis da delegacia do bairro (de dez a 15) e militares do Comando de Operações Especiais, (COE), do Batalhão de Choque (BC), da companhia do bairro (47ª CIPM) e das Rondas Especiais (Rondesp). Aparato desnecessário se falhar a negociação, que na técnica de segurança é chamada gerenciamento de crise, táticas obtidas em cursos inclusive internacionais.
Como em outras situações semelhantes, além de rebeliões nas prisões baianas, são colocadas à frente oficias da PM, mas precisamente da Choque (BC). Foi assim, nesta sexta-feira, 24, quando o capitão Cledson (não foi revelado o sobrenome), assumiu o caso e substituiu o major Gilson Seixas e o delegado Pedro Andrade – que abriram o diálogo com o desempregado Genivaldo Pereira dos Santos Júnior, 20 anos, responsável por manter em cárcere privado, desde a quarta-feira, 22, a companheira Driele Pitanga dos Santos, 18.
Durante a tarde e começo da noite, a PM estimou cerca de mil pessoas aglomeradas nas imediações do sobrado, que se manifestavam com vaias à tentativa da polícia de manter a ordem na área. O isolamento se tornou efetivo no começo da noite, com fechamento de lojas e afastamento das pessoas da calçada de onde ocorria o cárcere. A tática, segundo o oficial, foi definida em permitir que parentes dos envolvidos falassem com o agressor apenas pelo celular, sem qualquer aproximação. Porém, Genivaldo chegava a passar mais de meia hora sem atender ao celular, o que causava preocupação.