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17/10/2008 às 15:19
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Médicos aprendem como tratar alérgias respiratórias em emergências

Paula Pitta, do A TARDE On Line

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Asma: 10% dos casos em Salvador são do tipo grave

Cerca de 200 médicos iniciaram nesta sexta-feira, 17, um curso para atendimento de emergências pneumológicas. A reciclagem continua neste sábado, 18, e é promovida pela Sociedade de Pneumologia da Bahia.

Entre as enfermidades pneumológicas, as doenças alérgicas, principalmente rinite e asma, chamam atenção pelo número de casos. O pneumologista Guilhardo Fontes, presidente da Sociedade, diz que entre 27% e 40% das crianças e adolescentes da capital baiana sofrem com rinite.

Salvador é a terceira cidade em registros de rinite na América Latina, de acordo com o estudo International Study of Asthma and Allergies (Isaac), realizado em 56 países. “Nesse estudo, a prevalência varia de 4 à 30%, então, Salvador tem um dos maiores índices do mundo”, diz  a médica Rosana Franco, coordenadora do Programa de Combate à Asma e Rinite Alérgica (ProAr), vinculado à Secretaria de Saúde do Estado (Sesab).

Para Rosana, essa incidência na capital baiana é justificada pelas características da cidade. “A umidade do ar de Salvador favorece a formação de mofo e presença de ácaro”, diz Rosana. Esses são fatores desencadeadores de crises da doença.

Gravidade - A asma é uma das principais causas de internação pelo Sistema Único de Saúde (SUS), segundo o Ministério da Saúde. São cerca de 350 mil internações por ano no país, custando R$100 milhões aos cofres públicos.  Guilhardo Fontes alerta ainda para o número de mortes, que chega a 2.100 por ano no Brasil.

Para o especialista, esse cenário é resultado da carência no tratamento e demora no diagnóstico. “As pessoas que procuram a emergência com doenças alérgicas, muitas vezes são atendidas por profissionais de outras áreas, que não são pneumologistas, o que atrasa o diagnóstico”, diz.

Por isso, a iniciativa de preparar médicos de várias áreas, como clínico geral e pediatras, para saber detectar as doenças alérgicas e orientar o paciente até que ele seja encaminhado a um pneumologista. “Quando o paciente chega com uma crise, não adianta tratá-lo da crise. É necessário que o médico prescreva um medicamento e o encaminhe para um especialista”, diz a pneumologista Tatiana Galvão.

Os sintomas da asma são falta de ar, tosse, chiado no peito e recaída durante a noite. Já os da rinite são: coriza, obstrução nasal e espirros freqüentes.

Tratamento - A pneumologista Hermengarda Santos diz que a população não tem cultura de manutenção do tratamento. “Falta consciência de que a asma e rinite são doenças crônicas, como a diabetes e hipertensão. Elas precisam ser tratadas com rotina e educação”, alerta.

Como crônicas, essas doenças não têm cura. “Mas o paciente pode controlar as crises se fizer o diagnóstico precoce e depois o tratamento devido”, explica Guilhardo Fontes.

O tratamento das doenças alérgicas é feito através de corticóides. Além do medicamento, é necessário manter um ambiente domiciliar saudável. “O quarto deve ser arejado, colchão e travesseiro expostos ao sol. Evitar locais com paredes mofadas ou úmidas, além de ambientes com fumantes”, indica o médico.

Serviço:

Onde tratar casos de asma:
Programa de Combate à Asma e Rinite Alérgica (ProAr) - Centro de Saúde, localizado na Avenida Carlos Gomes, nº 247, 7º andar
Tel.: (71) 3203-2549

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