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O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Combate ao Fumo, disponibiliza o tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento consiste no suporte medicamentoso e apoio psicológico oferecido nos postos de saúde dos municípios.
Para atingir toda a população, as ações previstas escoam dentro de um processo de descentralização que utiliza o sistema de gerência do SUS em parceria com os Estados e municípios.
Neste processo, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) capacita os recursos humanos das equipes coordenadoras dos Estados (secretarias estaduais de Saúde e Educação), que, por sua vez, capacitam as equipes coordenadoras dos municípios (secretarias municipais de Saúde e Educação).
Estes últimos capacitam os profissionais em seus locais de trabalho, ou seja nas unidades de saúde, ambientes de trabalho e escolas, respectivamente.
De acordo com o Inca, até 2001, 3.588 municípios encontravamse com profissionais capacitados para ações gerenciais e educativas nos 26 Estados da União e no Distrito Federal.
Na Bahia, profissionais de 26 municípios foram capacitados para oferecer o atendimento aos fumantes, de acordo com o vice-coordenador do Programa Estadual de Controle do Tabagismo da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), Francisco Hora .
“Nos postos de saúde há profissionais aptos para prestar atendimento ao fumante e esclarecer dúvidas. O Estado oferece o suporte completo para o fumante abandonar o vício”, garante o pneumologista.
Segundo ele, é oferecido ao paciente o tratamento medicamentoso como adesivos e gomas de mascar de nicotina, para substituir a dose mínima da substância em quadros de crise de abstinência, e um antidepressivo à base de bupropiona, usado para auxiliar no abandono do fumo. Um programa de psicoterapia em grupo também está disponível nos postos de saúde.
AVALIAÇÃO – “É preciso deixar claro, no entanto, que o paciente é avaliado para que se comprove a necessidade do tratamento com remédios. Em alguns casos, a terapia em grupo ou individual oferecida nos postos de saúde é suficiente”, afirma Francisco Hora.
Em cada posto, há um calendário de acompanhamento do paciente e, por meio dele, o profissional analisa a sua evolução. O tratamento é feito por uma equipe multidisciplinar formada por médicos clínicos, assistentes sociais, psicólogos e nutr icionistas.
Além dos postos de saúde, em Salvador, as principais unidades de atendimento são o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Cetad), Hospital Especializado OctávioMangabeira e o Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia. Informações sobre o atendimento podem ser obtidas por meio do telefone 71-3336-1580.