Atarde Online

publicidade


CIDADES


todas as notícias de CIDADES
28/03/2008 às 20:39
  | ATUALIZADA EM: 28/03/2008 às 23:27 | COMENTÁRIOS (43)

Militares realizarão assembléia na segunda

Biaggio Talento | Agência A TARDE

Xando Pereira / Agência A Tarde
Agnaldo Pinto: mobilização dos praças está mantida diante da “irredutibilidade do governo”
Agnaldo Pinto: mobilização dos praças está mantida diante da “irredutibilidade do governo”

>> Polícia Civil oficializa greve

Os policiais militares podem aderir à greve dos colegas civis na próxima segunda-feira, quando as entidades representativas da corporação realizarão uma assembléia conjunta na Associação dos Subtenentes e Sargentos, às 15 horas, para discutir a crise na Segurança Pública. Pela manhã, sindicalistas se reúnem com o comandante da PM, coronel Jorge Santana, para discutir a situação.

Se não optarem pela paralisação, os PMs devem definir por um tipo de ação para manifestar a insatisfação, desde um “panelaço”, com a participação das esposas dos militares, a uma “operação-padrão”, ou “tolerância-zero”: os presos em flagrante seriam levados para o plantão central da polícia, o que iria atulhar o local de detidos.

Deverão participar da assembléia representantes da Associação dos Praças da Polícia Militar - APPM (com cerca de sete mil associados), a Força Invicta dos oficiais (três mil integrantes), a Aspol - Associação dos Policiais da Bahia (2.150) e Associação dos Subtenentes e Sargentos (quatro mil associados), todas da capital. Além dessas, as oito associações de PMs do interior - que representam cerca de oito mil integrantes da corporação - ficaram de mandar diretores para o evento. O presidente da APPM, soldado Agnaldo Pinto confirmou que a mobilização dos praças está mantida diante da “irredutibilidade do governo”.
 
Não havia uma disposição inicial de aderir à greve dos policiais civis, mas quando os militares começaram a examinar a mensagem de aumento do governo encaminhada para a Assembléia Legislativa, identificaram várias “distorções” que interpretam como prejuízo aos seus vencimentos. “Pelos nossos cálculos, os soldados vão ter apenas R$ 2 de aumento” disse o sargento José Dias, presidente da Aspol e um dos principais aliados de Jaques Wagner na campanha pelo governo do Estado em 2006. Dias apareceu no programa político de Wagner para reclamar da repressão dos governos do PFL e exibir um contra-cheque de um soldado para tentar provar que o PM baiano  recebia um dos menores salários de todo o Brasil.

Conforme Dias, houve redução na Gratificação de Atividade Policial, a GAP - que constitui a maior parte do vencimento - para aumentar o salário-base. “A GAP de um soldado é de R$ 1.103,00 e o salário-base R$ 380; na mensagem de aumento, o Estado tirou R$ 20 da GAP e passou para o salário-base que chegou a R$ 400 e sobre esse valor aplicou o aumento de 4,46% resultando em R$ 415”, explicou. “Com essa modificação, a GAP passou para R$ 1.083,00 e, pela mensagem de aumento, não será mais reajustada daqui para frente. Ou seja: nos próximos anos a GAP vai ser desvalorizada. Isso não podemos aceitar, deixou os integrantes da PM super-insatisfeitos”.

Dias e o diretor do Sindicato dos Policiais Civis Crispiniano Daltro são duas lideranças que “comeram sal e tomaram sol” como o governador Wagner caracteriza os antigos companheiros que penaram na oposição nos governos pefelistas.  O sargento admite que os colegas “já estão desacreditando no novo governo que prometeu valorizar o salário do servidor público e isso não está ocorrendo”. Veterano da greve de 2001, Dias vê semelhanças agora com o cenário do movimento passado. “Insistíamos em negociar com o governo César Borges e encontrávamos a porta fechada, o que está se repetindo”, disse. Por essa razão ele considera “imprevisível” o resultado da assembléia de segunda-feira.

O comando da PM informou através da assessoria de comunicação da Corporação que só vai se pronunciar após a realização da assembléia, mas lembra que greve na polícia militar é proibida por lei.

    AVALIAÇÃO: Ruim Média Boa Ruim 1 voto
  • Imprimir Imprimir
  • Enviar Enviar
  • twitter  del.icio.us  digg  technorati  yahoo meneame wikio sonico
  • Fale com a redação Fale com a redação

NOTÍCIAS RELACIONADAS




COMENTE ESSA MATÉRIA  43 comentários

O que você achou desta matéria?

Seu Comentário:

nome:
e-mail:
mensagem:

toques


Rua Prof. Milton Cayres de Brito nº 204 - Caminho das Árvores - Salvador/BA, CEP-41820570. Tel.: 71 3340-8500 - Redação: 71 3340-8800
Copyright © 1997 - 2010 Grupo A TARDE Todos os direitos reservados.