Indignados com o atraso, os funcionários do Liceu de Artes e Ofícios da Bahia chegaram cedo à sede da instituição, na Rua Guedes de Brito, no Centro Histórico, para protestar contra a demora, que atinge o pessoal da área de educação, administrativa e de construção. A manifestação começou por volta das 8 horas desta segunda-feira, 25.
O objetivo da mobilização era tentar regularizar o pagamento dos salários das 500 pessoas que trabalham para o Liceu, informa Manoel Santa Rosa, diretor do Sinalba - Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais Recreativas de Assistência Social, Orientação e Formação Profissional do Estado da Bahia.
Cerca de 100 funcionários, 70 que trabalham na fábrica do CIA, em Simões Filho, e 30 que atuam no escritório da entidade, não recebem há mais de seis meses. Já o restante, não recebe há aproximadamente 60 dias.
Santa Rosa acrescenta que o 13ª salário também não foi depositado na conta dos trabalhadores e a assistência médica foi suspensa desde o ano passado. Além disso, foram demitidos mais de 70 funcionários, a maioria do CIA, desde setembro de 2007. Nenhum deles, segundo o diretor do Sinalba, recebeu indenização do Liceu até o momento.
“O pessoal está sem dar baixa na carteira e está aguardando para resolver suas vidas. Alguns tiveram outra oportunidade de emprego e perderam porque não deram baixa na carteira. A situação no Liceu está bastante complicada”, lamenta.
O diretor do sindicato afirma que entre os trabalhadores, os mais atingidos são aqueles que atuavam no CIA (Complexo Industrial de Aratu), em Simões Filho.
O superintendente adjunto do Liceu confirma o atraso das rescisões, mas diz que todas as carteiras de trabalho das pessoas demitidas estão regulares.