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13/03/2010 às 01:57
  | ATUALIZADA EM: 13/03/2010 às 01:59 | COMENTÁRIOS (18)

Testemunha aponta participação policial em ação no Pero Vaz

Valmar Hupsel Filho, do A TARDE

“Eu ouvi meu marido morrer. Falava para ele voltar para casa quando ele disse ‘É a polícia!’ Só ouvi os disparos e o telefone ficou mudo e, depois, na caixa”, relatou, trêmula, a esposa de Bruno Rafael Santana, 24, que pediu para não ser identificada. Ela foi uma das quatro testemunhas ouvidas ontem pelo delegado titular da 2ª CP (Delegacia da Liberdade), Miguel Cicerelli, sobre a ação policial no bairro do Pero Vaz, que resultou na morte de quatro pessoas e desaparecimento de outras quatro, duas delas menores de 18 anos.

As mães de Érica dos Santos Calmon, 15, e Alessandra de Jesus Santos, 17, duas das jovens desaparecidas, disseram que estão recebendo ameaças. “Mandaram eu parar com isso porque meu filho também poderia ser assassinado”, afirmou a mãe de Alessandra, Cátia Santos de Jesus, 34. “Tudo o que eu quero é dar um enterro digno a ela”, disse, sem esperança de ver a filha com vida.

Na próxima segunda-feira, os pais de Érica vão fornecer amostras de sangue para testes comparativos de DNA com o material recolhido no cadáver encontrado na última terça-feira (09). “Tenho certeza, é minha filha, mas só minha palavra não vale”, disse a comerciante Natalice  Fernandes dos Santos, 34, que procurou o Ministério Público para denunciar as ameaças que vem recebendo.

O delegado responsável pelo caso, Miguel Cicerelli, já colheu ao todo 20 depoimentos, entre eles os dos sete policiais que participaram da ação. “Até o final do inquérito, serão mais 25 pessoas”, disse. Cicerelli trabalha com duas hipóteses, a partir dos depoimentos de testemunhas, policiais e provas periciais. “Mandaremos ao Ministério Público um inquérito muito bem fundamentado de provas periciais”, disse.

Versões - No último dia 4, policiais da 37ª CIPM (Liberdade) e da Rotamo (Ronda Tático Motorizada), sob o comando dos tenentes Ualisson Silva e Raimundo Gomes Barreto, respectivamente, atendiam a uma chamada dando conta de que havia festa com traficantes armados na Rua do Bambolê, Pero Vaz.

Os policiais disseram que houve uma troca de tiros onde foram mortas quatro pessoas. A versão dos familiares e moradores do bairro é que não houve festa e a PM teria executado oito pessoas, ocultando quatro  cadáveres. Um protesto para pedir prisão preventiva dos policiais chegou a ser marcado para ontem à  tarde, em frente à sede do MP, mas não ocorreu.

*Colaborou Sidnei Matos

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COMENTE ESSA MATÉRIA  18 comentários

O que você achou desta matéria?

Breno (14/03/2010 - 13:50)

A polícia prende, a Justiça solta. Quem não fica revoltado e desiquilibrado?

Breno (14/03/2010 - 13:49)

Moto tem que ser para uma pessoa só! Tem que criar uma lei para proibir duas pessoas numa moto!

Breno (14/03/2010 - 13:48)

Fora Jaques Wagner!!! Já!!!

Ardel De Araujo Lago (14/03/2010 - 13:35)

Eu venho dizendo isso há muito tempo,vivemos numa terra de ninguem, terra de bichos.Não só a nossa Bahia como o Brasil ,a violencia estar emtodos os cantos.E a impotencia das nossas autoridades ,com a impunidade e a complasc~encia grassasndo a todos os instantes .E o nossos legisladores e magistrados nada fazem e nada querem e ficamos a mercê da marginalidade.Enquanto não estabelecermos penas duras como a prisão perpétua ,pena de morte e no minimo 60 anos em regime fechado.Vamos assistir isso!!!

Jess (14/03/2010 - 11:35)

Acho que a policia tem que ser respeitada.Antes de falar qualquer coisa deve-se procurar saber realmente a conduta de cada um.Porque todas as vezes que a policia age o povo reclama e quando não age tambem.Os presídios estão superlotados,os bandidos comandando tudo lá de dentro é o que nos mostra a mídia.

Soares (14/03/2010 - 08:26)

Não tinha nenhum inocente como sempre a mãe é a ultima a saber o que os filhinhos fazem nas madrugadas ai vão para imprensa e dizem que eles são inocentes, pura mentira fiquem de frente com uma garotinha daquela idade pra ver o que ela faz com vcs falar é muito facil conviva no meio deles ai vcs vão ver a pura realidade a verdade é ali niguem era inocente todos com passagem pela policia ate a coitadinha que se diz menor moro lá e sei o que eles faziam muito terror

Renato Reis (13/03/2010 - 19:13)

Já falei os Bandidos estão mortos, graças a homens de bem.

Edson (13/03/2010 - 14:18)

Pobre policia baiana. recentemente o seu alto escalao esteve envolvido em serias falvatruas com licitaçoes publicas o que esperar dos seus subordinados(arraias miudas) senao o exercicio de outro tipos de violencias brutais. vamos chamar a bandidagem!!!!!

Alara (13/03/2010 - 13:39)

SEIXAS E MÁRIO,vcs criticam tanto a ação da polícia,mas estão julgando da mesma forma..Talvez se um daqueles "inocentes" tirasse a vida d um PM a versão fosse outra,era mais um Pm envolvido..A SOCIEDADE TEM Q SE DECIDIR..

Renato Reis (13/03/2010 - 11:09)

Os BANDIDOS estão mortos, graças a pessoas boas que exterminarão esses BANDIDOS. Eles eram BANDIDOS.

Brandão (13/03/2010 - 10:41)

Meu avô sempre dizia...Quem não tem alguma vocação, vai ser polícia ou ladrão"

José Peixoto (13/03/2010 - 10:40)

O engraçado é que algumas pessoas falam em enterrar seus parentes com dignidade, coisa que os mesmos nunca tiveram durante a vida. Traficaram, roubaram, assassinaram e agora querem dignidade. Porque algumas dessas pessoas não pensaram em ter respeito com o seu semelhante durante a vida? Agora é tarde pra "dignidade".

Ricardo (13/03/2010 - 09:57)

Quem conhece essas pessoas que foram assassinadas sabem que não se tratavam de "inocentes", mas sei também que a polícia está agiu fora da lei ao executar estas pessoas. E vou dizer mais a polícia prede traficantes hoje a justiça solta amanhã, traduzindo tá tudo errado.

Placido (13/03/2010 - 09:22)

A nossa polícia, desaparelhada e mal paga, prende os criminosos para uma Justilça ineficaz colocá-lo em liberdade no momento seguinte. Tenho certeza de que a frustração de objetivo (prender o criminoso) conduz a essas lamentáveis operações de extermínio, cujo risco maior é atingir inocentes.

Miguel Matheó (13/03/2010 - 09:10)

E certamente só devia ter coitadinhos inocentes entre os mortos e desaparecidos....Como sempre...

Gerson (13/03/2010 - 08:47)

Nos gostariamos de saber se estes assassinos iram continuar soltos e ameaçando as familias que foram privadas de seus ente queridos. não são so eles não todos nós nos sentimos ameaçados com apresença da policia.

Mario (13/03/2010 - 07:51)

A policia nao pode querer julgar e dar a sentença,como supostamente ocorreu no pero vaz,acredito na policia baiana e sei e que è mais uma fase ruim da qual o governo està passando.Melhores salàrios e condiçoes dignas de trabalho seriam muito importante nessa reformulaçao da policia.

Ricardo Seixas (13/03/2010 - 07:44)

Não é possível que o Ministerio Público e o Governo do Estado continuem aceitando a ação desses marginais fardados. É preciso dar um basta nessas execuções de pretos e pobres e depois cínicamente associá-las ao tráfico. Essa política de extermínio sempre foi uma prática adotada pelas polícias estaduais deste Brasil.

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