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12/03/2010 às 10:46
  | ATUALIZADA EM: 12/03/2010 às 19:43 | COMENTÁRIOS (4)

Familiares dos mortos e desaparecidos em Pero Vaz depõem nesta sexta

A TARDE On Line*

Quatro parentes dos mortos e desaparecidos na ação policial em Pero Vaz foram ouvidos ao longo da tarde desta sexta-feira, 13. As mães de Érica dos Santos Calmon, a de Alessandra de Jesus e a viúva de Bruno Rafael Santana dos Santos depuseram entre às 14h15 e 16h30.

De acordo com o delegado Miguel Lapate Cicerelli, titular da 2° CP, na Liberdade, 20 pessoas já foram ouvidas durante o inquérito, entre elas, sete policiais - quatro da Rondas Táticas Motorizadas (Rotamo) e três da 37ª CIPM - que participaram da ação no bairro.

Nos depoimentos, os policias mantiveram a versão de troca de tiros com traficantes. Já os parentes das vítimas e outros moradores do bairro, afirmam que os soldados invadiram a casa onde estavam as vítimas já atirando. O inquérito deve ser encaminhado ao Ministério Público, até o dia 15.

Protesto – No mesmo horário do início dos testemunhos nesta sexta, familiares das vítimas e moradores marcaram uma manifestação em frente ao Ministério Público (MP), em Nazaré. De acordo com o advogado dos familiares, que não quis se identificar, o objetivo é pressionar o MP para que seja pedida a prisão preventiva dos policiais envolvidos.

Natalice Fernandes, 34 anos, mãe da jovem desaparecida Érica, disse que vai nesta sexta ao Instituto Médico Legal (IML) para dar prosseguimento ao processo de identificação do corpo que pode ser de sua filha.

Ela garante que um funcionário do IML confirmou que o corpo encontrado em Camaçari não é de Alessandra de Jesus, 17. O reconhecimento pode ser feito por arcada dentária ou exame de DNA.

*Colaborou Valmar Hupsel l A TARDE 

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Mario (13/03/2010 - 00:13)

È A TARDE, quero ver quando voces irao publicar algum comentario falando bem da policia militar baiana,jornalismo tem que ter imparcialidade,o que hoje voces sao poderà nao ser amanha.Forte abraço.

Flávia Oliveira (12/03/2010 - 19:33)

Tá na cara que o que ocorreu foi uma chacina, essa prática sempre foi rotineira da polícia aqui na Bahia. O que houve foi a invasão da casa onde estavam estas pessoas resultando nos seus assassinatos, e o sequestro seguido de extermínio de outras que estariam próximas ou até mesmo dentro da casa. É ridículo falarmos em abertura de arquivos da Ditadura, questões ligadas aos direitos humanos como desaparecimentos, torturas, prisões se debaixo do nosso nariz áreas pobres e negras são massacradas.

Soumangueira (12/03/2010 - 12:54)

Prendam estes pms bandidos. Essa execução em Pero Vaz é o que, há anos, bandidos fardados chamados de pms promovem em Salvador, usando sempre a mentira de que são recebidos a tiros, embora estes tiros fantasmas nunca acertem nem os pms nem a viatura. Na verdade, executam quem não tem dinheiro para dar para eles. Policial que pratica chacina é também sempre corrupto. Por que haver IPM se o homicídio doloso contra civil praticado por pms não é mais crime miliar?

Lopez (12/03/2010 - 12:37)

Isto são reflexos da indisciplina e falta de qualificação dos PMs. Em qualquer outro país civilizado deste planeta este caso já estaria sendo seriamente investigado e de imediato o comandante do Batalhão exonerado.

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