Quatro parentes dos mortos e desaparecidos na ação policial em Pero Vaz
foram ouvidos ao longo da tarde desta sexta-feira, 13. As mães de Érica
dos Santos Calmon, a de Alessandra de Jesus e a viúva de Bruno Rafael
Santana dos Santos depuseram entre às 14h15 e 16h30.
De acordo com o delegado Miguel Lapate Cicerelli, titular da 2° CP,
na Liberdade, 20 pessoas já foram ouvidas durante o inquérito, entre
elas, sete policiais - quatro da Rondas Táticas Motorizadas (Rotamo) e
três da 37ª CIPM - que participaram da ação no bairro.
Nos depoimentos, os policias mantiveram a versão de troca de tiros
com traficantes. Já os parentes das vítimas e outros moradores do
bairro, afirmam que os soldados invadiram a casa onde estavam as
vítimas já atirando. O inquérito deve ser encaminhado ao Ministério
Público, até o dia 15.
Protesto – No mesmo horário do início dos testemunhos nesta
sexta, familiares das vítimas e moradores marcaram uma manifestação em
frente ao Ministério Público (MP), em Nazaré. De acordo com o advogado
dos familiares, que não quis se identificar, o objetivo é pressionar o
MP para que seja pedida a prisão preventiva dos policiais envolvidos.
Natalice Fernandes, 34 anos, mãe da jovem desaparecida Érica, disse
que vai nesta sexta ao Instituto Médico Legal (IML) para dar
prosseguimento ao processo de identificação do corpo que pode ser de
sua filha.
Ela garante que um funcionário do IML confirmou que o corpo
encontrado em Camaçari não é de Alessandra de Jesus, 17. O
reconhecimento pode ser feito por arcada dentária ou exame de DNA.
*Colaborou Valmar Hupsel l A TARDE