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12/03/2010 às 00:50
  | ATUALIZADA EM: 12/03/2010 às 00:53 | COMENTÁRIOS (10)

Inquérito sai da unidade de Policiais Militares suspeitos

Sidnei Matos, do A TARDE

O corregedor-chefe da Polícia Militar (PM), coronel Manoel Francisco Gomes Bastos, transferiu para a Corregedoria Geral a incumbência de conduzir o inquérito militar que apura as circunstâncias da operação que resultou em quatro mortes, no Pero Vaz, e que pode ter matado mais quatro jovens do bairro.

Instaurado na Corregedoria da 37ª CIPM (Liberdade), companhia que realizou a ação, o inquérito militar foi transferido depois de sugestão da promotora de justiça Isabel Adelaide, coordenadora do Grupo de Atuação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (Gacep), do Ministério Público do Estado (MP-BA), que também está apurando o caso.

A promotora falou ao corregedor-chefe e ao comandante-geral da PM, coronel Nilton Régis Mascarenhas, sobre o constrangimento dos familiares das vítimas em prestar depoimento na companhia à qual pertencem os próprios PMs suspeitos. “Pela gravidade, eu sugeri que seria melhor o caso ser apurado pela Corregedoria Geral. Parentes das vítimas poderiam ficar com medo”, afirmou ela. Para presidir o inquérito, foi designado o tenente-coronel PM Miguel Ângelo, do Corpo de Bombeiros.

A partir das 14h de hoje, familiares de todos os  mortos e desaparecidos na ação policial deverão ser ouvidos novamente na 2ª CP (Liberdade), responsável pela  investigação do  caso. A informação foi passada pelo titular da unidade, o delegado Miguel Lapate Cicerelli, que estima concluir em duas semanas os interrogatórios. Sete PMs que admitiram ter participado da alegada troca de tiros já foram  identificados e devem ser ouvidos na 2ª CP na última semana de março.

Conforme afirmou Cicerelli, as investigações já partem do pressuposto de que há 90% de chances de o  corpo feminino encontrado terça-feira, em Camaçari (Grande Salvador), ser da adolescente Érica dos Santos Calmon, 15, uma das quatro pessoas desaparecidas durante a  ação da PM.

“O que liga mais o achado dos corpos ao caso é que uma fatura encontrada ao lado do cadáver achado a 500 metros do da mulher é de Adailton, um dos quatro mortos pela PM em alegada troca de tiros. Ele que alugou a casa onde as mortes aconteceram”, disse o delegado.

Em nota, ontem à noite, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que ainda não foi possível ao Departamento de  Polícia Técnica saber se o cadáver encontrado em Camaçari é de Alessandra de Jesus Santos, de 17 anos, ou de Érica dos Santos Calmon, 15, duas das quatro pessoas que teriam desaparecido da casa no Pero Vaz no dia da operação da Polícia Militar.

Mãe - A informação foi contestada por Natalice Fernandes, 34, mãe de Érica. Ela disse que ligaram do Instituto Médico-Legal, adiantando que as digitais do corpo atestaram não se tratar de Alessandra.

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Suasombra (14/06/2010 - 10:52)

Alara,você esta falando tolices... Sabia que no caso do Delegado Cleyton, o Sindicato da Polícia Civil procurou o Ministério Público!? Que vários Políciais Militares que são perseguidos ou prejudicados por seus superiores recorrem ao Ministério Público? O Ministério é o guardião da lei... Olhe, amanhã você pode precisar dele... Pode ter um ente querido assassinado por vingança, sabia? Não defenda a violência... Amanhã você pode chorar muito por sua escolha errada... Lembre-se destas palavras!

Suasombra (14/06/2010 - 10:38)

Mario, você esta enganado... A RONDESP é uma polícia despreparada e covarde, que só mata negros e pobres desarmados em favelas e periferias... Quantos asslaltantes de bancos armados a RONDESP prendeu ou matou? Quantos traficantes perigosos e bem armados a RONDESP prendeu ou matou? Isto não é ser a melhor polícia da Bahia... Aprenda com as ações da Polícia Federal... Esta sim prende ou mata bandidos realmente perigosos e armados... Esta é a melhor Polícia, não são criminosos de farda não!

Snake (13/03/2010 - 04:35)

É o q eu gostaria Mario,pois o comando teme os marginais fardados q não obedecem a nenhum comando,e o seu mal estar é compreensível,ou você faz parte ou sabe do q falamos,e envergonhado quer tapar o sol com a peneira,sou filho de ex-policial,e o maior constrangimento à época foi Quadros.Agora não,o q era excessão virou regra,todo os dias no Brasil tem policial traficante,matador,q extorque,enfim agora ser marginal nas Policias é regra comum e sem Comando ou punição, ou você está na Lua?

Alara (12/03/2010 - 20:13)

As famílias tem muitos direitos,mas pressionar o M.P,gostei dessa,afinal é isso mesmo,o M.P não passa de uma massa de manobra,afinal quando policial morre eles dormem,mas qnd bandido morre eles agem..quem protege quem..as polícias deviam se unir..Fácil criticar,dizer n existir troca de tiro,e qnd um policial é atingido,dizem q o colega efetuou o disparo,ACORDEM,a realidade é outra..

Mario (12/03/2010 - 14:40)

Jà que a PM baiana està sem comando e segundo voces nao serve pra nada entao acaba com a policia e cada um cuida da sua propria segurança,nao estou defendendo desvio de condunta mais sim o que è justo,a RONDESP è a melhor policia da Bahia no entanto ninguem comenta nada do que ela faz.

Ruy Celestino (12/03/2010 - 13:53)

Parabéns á Mario Oliveira acredito que essas chacinas são em represália a prisão dos Coronéis flagrados na fraude das viaturas com a conivencia de um procurador do Estado.

Geraldo (12/03/2010 - 13:26)

Mais uma vez, a PM incompetente, covarde e desonesta mata, diz que foi troca de tiros e nada será apurado com rigor. Não é possivel que estes marginais continuem fardados matando pelas ruas...

Soumangueira (12/03/2010 - 09:31)

Pode prender estes pms bandidos para eles não interferirem nas investigações. E qual a razão de haver IPM se o crime doloso contra a vida de civil praticado por pm não é mais crime militar?

Mário Oliveira (12/03/2010 - 09:17)

A PM baiana está sem comando,só não enxerga quem não quer.É oficial colocando bandeira de clube em mastro de companhia,oficiais presos assaltando e fazendo parte de quadrilha em licitação,soldados em quadrilha matando,intimidando e roubando,sendo que as autoridades judiciárias não tomam uma providência concreta.Tanto que chegou ao ponto de em Vitória da Conquista,tentarem inclusive ameaçar os promotores e OAB,e ainda tem coronel que vai para tv dizer que a tropa é inocente.

Ricardo Seixas (12/03/2010 - 06:19)

Isso nós já sabemos o que vai dar: impunidade. Como pode iguais julgar seus pares? Esses crimes foram para abafar a chachina de Vitória da Conquista. Não tenho dúvidas que esses assassinos daqui sairam em defesa dos de lá. É preciso levar esses bandidos a júri popular.

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