Os ficais da Vigilância Sanitária em Juazeiro (500 Km de Salvador) paralisaram nesta segunda-feira, 9, as atividades por 72 horas exigindo equiparação dos valores pagos por produtividade e melhores condições de trabalho. Nesta manhã, ceca de 18 trabalahadores fizeram protesto com faixa e apitaço em frente ao prédio da Secretaria de Saúde. Caso as reivindicações não sejam atendidas, a categoria afirma que pode deflagrar greve por tempo indeterminado.
“Encaminhamos ofício ao secretário de saúde e ao assessor do prefeito solicitando reunião para resolver esses problemas”, afirma o presidente do Sindicato dos Funcionários da Saúde do Município de Juazeiro (Sintrab/Saúde) Cícero Sales.
Segundo Sales, outras reuniões já aconteceram e desde o mês de junho eles tentam sensibilizar o poder público para mudar os valores. Atualmente o valor da produtividade dos fiscais da Vigilância Sanitária é de R$ 210, diferente dos demais fiscais (trânsito, postura e obras) que é de R$ 1.680.
Em ofício entregue à Secretaria de Saúde, Ministério Público e gabinete do prefeito Isaac Carvalho (PC do B), o sindicato afirma que “a discrepância de tratamento entre os fiscais sanitários e os demais fiscais da prefeitura é latente e discriminatório.”
De acordo com o secretário de saúde, os fiscais querem uma equiparação de legislação que não tem nada a ver com a Vigilância Sanitária, mas sim dos fiscais de tributos que recebem a produtividade a partir da arrecadação.
“O objetivo de qualquer administração é aumentar as arrecadações, mas a Vigilância Sanitária tem estratégia de ser educativa. A greve será considerada ilegal. Eles terão o ponto cortado e se chegar aos trinta dias será considerado abandono de trabalho”, afirmou.
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