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09/11/2009 às 16:54
  | ATUALIZADA EM: 09/11/2009 às 18:22 | COMENTÁRIO (0)

Fiscais da Vigilância Sanitária fazem paralisação em Juazeiro

Cristina Laura l Sucursal Juazeiro

Ivan Cruz/Agência A TARDE
Fiscais cruzaram os braços por equiparação de produtividade
Fiscais cruzaram os braços por equiparação de produtividade

Os ficais da Vigilância Sanitária em Juazeiro (500 Km de Salvador) paralisaram nesta segunda-feira, 9, as atividades por 72 horas exigindo equiparação dos valores pagos por produtividade e melhores condições de trabalho. Nesta manhã, ceca de 18 trabalahadores fizeram protesto com faixa e apitaço em frente ao prédio da Secretaria de Saúde. Caso as reivindicações não sejam atendidas, a categoria afirma que pode deflagrar greve por tempo indeterminado.

“Encaminhamos ofício ao secretário de saúde e ao assessor do prefeito solicitando reunião para resolver esses problemas”, afirma o presidente do Sindicato dos Funcionários da Saúde do Município de Juazeiro (Sintrab/Saúde) Cícero Sales.

Segundo Sales, outras reuniões já aconteceram e desde o mês de junho eles tentam sensibilizar o poder público para mudar os valores. Atualmente o valor da produtividade dos fiscais da Vigilância Sanitária é de R$ 210, diferente dos demais fiscais (trânsito, postura e obras) que é de R$ 1.680.

Em ofício entregue à Secretaria de Saúde, Ministério Público e gabinete do prefeito Isaac Carvalho (PC do B), o sindicato afirma que “a discrepância de tratamento entre os fiscais sanitários e os demais fiscais da prefeitura é latente e discriminatório.”

De acordo com o secretário de saúde, os fiscais querem uma equiparação de legislação que não tem nada a ver com a Vigilância Sanitária, mas sim dos fiscais de tributos que recebem a produtividade a partir da arrecadação.

“O objetivo de qualquer administração é aumentar as arrecadações, mas a Vigilância Sanitária tem estratégia de ser educativa. A greve será considerada ilegal. Eles terão o ponto cortado e se chegar aos trinta dias será considerado abandono de trabalho”, afirmou.

Com a paralisação, deixam de ser realizados pelo menos oito alvarás sanitários por dia, 12 denúncias deixam de ser atendidas e o trabalho noturno está suspenso, além das fiscalizações no setor do abate clandestino de carnes na cidade. 

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