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16/05/2009 às 20:30
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Violência atinge as escolas de Salvador

Helga Cirino, do A TARDE

Fernando Vivas / Agência A TARDE
Alunos na quadra de esportes da Escola Estadual Marcia Meccia, em Mata Escura
Alunos na quadra de esportes da Escola Estadual Marcia Meccia, em Mata Escura

Casos de tráfico e uso de drogas, porte de facas, revólveres, ameaças de morte e agressões. Esta é a realidade de muitas escolas públicas da Grande Salvador. Quem alerta é a titular da Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), Claudenice  Maio, que passou a registrar em estatísticas as ocorrências nas instituições de ensino, diante do crescimento aparente deste ano. Somente nos dois primeiros meses de aula de 2009 (março e abril), já foram catalogadas 51 ocorrências nas escolas da capital baiana e cidades da região metropolitana, três na  rede municipal.

De acordo com dados da DAI, unidade situada no bairro de Pitangueiras, 140 adolescentes foram apreendidos traficando drogas em Salvador e região metropolitana, 8,5% a mais que os 125 casos catalogados em 2007, e 125% a mais que os 62 de 2006. “E as ocorrências nas escolas vêm se tornando cada vez mais frequentes”, afirma a delegada.

São histórias como a do jovem de 17 anos que chegou à unidade policial há três semanas. Ele foi apreendido por policiais militares com 45 pedras de crack no subúrbio ferroviário de Salvador. “Eu faço isso para poder comprar minhas coisas. Minha mãe é doméstica e não tem dinheiro”, tenta justificar o garoto.

A polícia não descarta que o jovem também leve a droga para dentro da escola, onde cursa a 4ª série do ensino médio. “Mas precisamos investigar mais esta informação”, explica Claudenice  Maio. As escolas da capital baiana são cenários de muitas outras histórias de violência envolvendo jovens.

No mês de março deste ano, 28 adolescentes foram apreendidos em instituições de ensino depois de agressões, ameaças de morte e até portando armas, principalmente facas. É quase um caso por dia, a maior parte nas escolas municipais e estaduais da capital baiana e região metropolitana. No mês de abril, foram 23 casos.

“As justificativas são sempre as mesmas, eles alegam que estavam portando armas para se defender”, explica a titular. Como o menino de 16 anos flagrado, semana passada, entrando no Colégio Estadual Pinto de Aguiar, localizado no bairro de Mussurunga, com uma faca do irmão, membro do Exército. Segundo o depoimento do garoto, ele vinha sendo ameaçado por um colega: “Ele cismou que eu estava olhando para a namorada dele, mas era mentira”.

Por quatro dias, o adolescente não compareceu à escola, alegando à mãe ter sido suspenso. Quando retornou, entrou no colégio com a faca do irmão. “Da mesma forma que os outros dizem, alegou que era para se defender”, conta a delegada.

Ameaça – Segundo tipo de violência mais frequente em escolas, a ameaça de morte é situação corriqueira sofrida por  professores e diretores. No início do  mês de abril, um adolescente de 16 anos ameaçou matar uma professora e a diretora do Colégio Estadual Márcia Meccia, situada no bairro de Mata Escura. “A professora tentou tirá-lo da sala e ele se recusou. Com a chegada da diretora, após uma discussão, só saiu da sala após fazer o sinal com a mão de que mataria as duas”, contou a titular da Delegacia para o Adolescente Infrator.

Desestrutura –  Para a delegada, faltam políticas públicas de investimento do Estado, tanto no âmbito estrutural como educacional. O Colégio Lomanto Júnior, situado no bairro de Itapuã, é um exemplo disso. A falta de verba estadual impossibilitou a construção de um muro, que caiu há um ano. No seu lugar, foram erguidos tapumes.

De acordo com o vice-diretor, Roberto Andrios, sem muro, as aulas noturnas chegaram a ser suspensas durante um dia, e 700 alunos ficaram sem aulas. O colégio também não recebeu 28 TVs pendrive pelo risco de roubo. Segundo relatos de alunos, “estranhos” têm entrado no colégio para furtar.

“A comunidade reclama. É fácil entrar qualquer pessoa. E temos meninos pequenos, do ensino fundamental”, alerta a coordenadora pedagógica, Ana Ferraz. “A gente fica com medo da bandidagem. Não podemos deixar mais nada nas salas de aula, senão as coisas somem”, conta Maxwell Santos, 17 anos, aluno do 1º ano do ensino médio.

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Marcelo (17/05/2009 - 11:11)

E ainda tem fazendo curso de licenciatura para ser professor . Hoje é profissão de risco daqui uns anos o professor terá de receber gratificação de insalubridade e periculosidade

Cely (17/05/2009 - 09:20)

infelizmente o nosso pais está jogado as tracas com relacao a educacao,seguranca e saúde. espero que o nosso presidente passe a dar mais importancia a esses fatores e nao somente a economia. nosso brasil e lindo mais a falta de seguranca e etc....em salvador nao podemos mais andar nas ruas,onibus e deixamos de ter lazer..espero que os governantes tomam atitudes urgente. a superlotacao nos presidios e cadeis e outro fator,os detentos tem que trabalhar e estudar como aqui na alemanha onde trabalho

Paulo Cesar (17/05/2009 - 08:17)

Prezados senhores da imprensa, A Nossa escola pública virou lixo caro para nos contribuintes. culpa nossa, pois diane de tanta greves, professores fazendo bico na escola pública, estágiarios, ponto facultativo, reda, uso politico para se contratar professores, aumento do buzú..etc, levou ao estágio de desprezo e malservação da coisa pública. Pergunto: existem na escola pública filho de prof. estudando? alguem sabe informar quanto um prof. ganha( salario + beneficios e regalias). será alg.sabe

Cleber (17/05/2009 - 06:46)

a reportagem não falou dos vigilantes que presta serviço a rede municipal que fica meses sem receber seu salario isso tambem faz parte do quadro de almento da violencia escolar .

Adilson Souza (16/05/2009 - 23:21)

realmente faz sentido o fracasso do social,do governo vagner e do prefeito joao henrique,acabar com a esperança de crianças e jovens,destruirem laser,esporte é fundamental,infelizmente vagner acabou o projeto segundo tempo,jogaram na violencia milhares de jovens e crianças de salvador,realmente as associaçoes de bairros,nao recebem incentivos para o esporte amador,os secretarios nao procuram as associaçoes de bairros,por isso daí pra pior.

Sandra (16/05/2009 - 21:52)

Isso reflete o nosso governo que dizia que iria mudar, melhorar e critcava absolutamente tudo. Se não fosse trágico, seria cômico

Robson (16/05/2009 - 20:44)

Isso é mudança vcs não queriam mudança estão tendo esta mudança. Um governo sem GESTOR não pode ir para frente nunca, e não venha os PETISTAS me dizer QUE ESTAR MELHOR PQ CONTRA FATOS NÃO HA ARGUMENTO!!!

Rogeio Lessa (16/05/2009 - 20:39)

Aì o governo e a prefeitura ficam jogando o problema um pra cima do outro. Em vez de estar gastando dinheiro com a revitalizaçao da Orla e com o carnaval deveriam estar investindo na educaçao, bando de safados liderados por Jaques Vagner e Joao Henrique.

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