O picolé Capelinha, criado por Antônio Mota dos Santos, abastece as praias baianas há 37 anos. E abrindo o verão, são eles que refrescam a 37ª edição da Muito. Sem investimento em publicidade ou qualquer outra estratégia de marketing – não há sequer uma placa na frente da sorveteria – o picolé se tornou o mais famoso da Bahia.
Para seu Antônio, 72 anos, o segredo está na qualidade das frutas que utiliza e na honestidade com os consumidores. "Se a fruta não está na época, não posso fazer o picolé, paciência". Há trinta anos sem férias, ele diz que agora "o máximo" que trabalha são 16 horas por dia. "É um vício isso daqui, um hábito".
Como a relação com os vendedores não passa do balcão da sorveteria, na Capelinha de São Caetano (daí o nome), a única garantia de que se trata de um Capelinha legítimo fica mesmo no palito. Mas mesmo assim ele não se livra das fraudes. "Tem muito picolé pirata, muito vendedor dizendo que vende Capelinha sem ser".
O verão também é brindado no Gastrô, que fala sobre roskas, a irresistível combinação de vodca com frutas tropicais. Mas nem toda mistura cai bem. "Roska de goiaba é como cachaça com farinha: fica cada um para um lado", diz José Almeida, proprietário do Boteco do França.
Nas bancas - Nesta terça-feira (16), a revista Muito passa a ser comercializada nas bancas durante os demais dias da semana, separadamente, a um custo de R$ 6,90. Aos domingos, a revista continuará encartada gratuitamente em A TARDE por R$ 2,75. A revista virá com fascículos do best seller “A Lei da Atração”, de Michael. Losier e Rhonda Byrne. No total, serão seis fascículos, os dois primeiros no próximo dia 16 e nas quatro semanas seguintes (23 e 30 de dezembro e 6 e 13 de janeiro.
Poesia – O escritor, poeta, ensaísta, jornalista e professor Ruy Espinheira Filho é o entrevistado dessa edição. Em 2009 ele deve publicar "Príncipe das nuvens", romance que escreve há vinte anos.
O autor fala sobre a profusão de blogs de literatura ("antigamente se dizia besteira, mas não tinha esse alcance todo") e sobre o marketing ter invadido o mundo das letras ("A relação não é mais de qualidade literária, é porque o cara é conhecido").
Há ainda uma reportagem sobre a exposição fotográfica da baiana Lita Cerqueira, com 70 imagens produzidas entre 1976 e 2008. Para o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil "as fotos de Lita Cerqueira são bem a resultante da sensibilidade de um olhar trabalhado na ânsia e na argúcia de um povo oprimido, mas altivo e paciente".
E como o natal está chegando, Muito traz dez sugestões de presentes para toda a família.